sábado, 10 de outubro de 2009


Bruna Olly


Desde menina, entre os bancos da igreja que freqüentava, a capixaba Bruna Olly vivia envolta à música. Hoje, aos 18 anos e três álbuns lançados, a cantora concorre em duas categorias no maior prêmio voltado ao meio gospel do Brasil, o Troféu Talento. Com a alegria esperada de uma jovem em ascensão na carreira, Bruna conversou com o Folha Vitória e demonstrou que, apesar da idade, maturidade e segurança no que deseja fazer com a própria carreira não lhe faltam. A cantora gospel inclusive tocou em assuntos delicados, como o eterno embate entre os jovens evangélicos e os não-convertidos (considerados "do mundo" pela maioria das igrejas) e a possibilidade de gravar canções fora do mercado gospel. Infância Eu cresci na igreja. Meu pai é pastor da igreja Assembléia de Deus Vida Abundante e então eu cresci com a música ao redor. Antes do meu pai, meu avô já era pastor de uma igreja evangélica. Foi na igreja que eu desenvolvi o meu talento. Evolução Eu tenho três CDs lançados. O primeiro (Abrigo) foi aos 13 anos por uma gravadora aqui do Estado. Na época, eu era muito nova e não tinha uma identidade. Então o álbum tem canções voltadas para o meio pentecostal. No segundo CD (Pra Te Adorar), por uma gravadora nacional (Graça Music), eu amadureci e coloquei um som mais pop com uma levada rock. Já o terceiro (Mais Perto de Deus) é bem mais pop-rock. A gente vai amadurecendo, estudando música e se conhecendo. Produção capixaba O último CD foi lançado por uma gravadora nacional, mas foi todo realizado aqui no Espírito Santo. Eu gravei em Vila Velha, os produtores são todos daqui. Troféu Talento Eu estou muito feliz por ter sido indicada. É uma grande conquista por ser o maior prêmio da música gospel. Sem falar da ótima oportunidade de divulgar meu trabalho. Eu concorro com cantores que já tem anos de carreira. Estou indicada nas categorias Álbum Pop-Rock e Cantora Revelação. Dia 16 de abril sai o resultado, no Credicard Hall, em São Paulo. Eu vou estar lá. Preconceito Existe sim um preconceito contra os jovens evangélicos. Mas eu não me importo e encaro de uma forma natural, tenho convicção do que quero e sei que tenho o melhor. É verdade que o jovem evangélico não faz tudo que os outros fazem, não vou mentir, mas isso é porque a gente escolhe. Uma vida com Deus significa renunciar algumas coisas. Tudo que Deus tem feito no meu caminho é a prova de que vale a pena. Mas não significa que não somos felizes. Nós também curtimos a vida, mas de uma forma mais saudável que a maioria.

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